O José Gonçalves da Silva deixou-nos PDF Imprimir e-mail
29-Jun-2009

Até amanhã camarada

Faleceu uma das sólidas referência da UDP. Comunista de estrutura e pensamento, na sua intervenção política e sindical ele já encarnava o essencial da transformação revolucionária e modernizadora que haveria de nos colocar nos alicerces da nova esquerda, do Bloco de Esquerda e da esperança da Esquerda Grande que construirá a alternativa ao social- liberalismo no nosso país e na Europa.

Um dos «velhinhos» da UDP, não pela idade mas pelo seu saber estar; a sua experiência conferia-lhe, a par da firmeza sem falhas, uma serenidade reflectida nos confrontos políticos ou ideológicos, em todas as batalhas e debates que foram construindo a nossa corrente na dura luta de classes.

Como exemplo do sindicalismo revolucionário, Gonçalves da Silva é admirado e respeitado pelos trabalhadores, mesmo pelos seus adversários nas intensas disputas sindicais, em que nunca baixou a sua bandeira - os trabalhadores são os únicos donos dos sindicatos.

Homem de grande sensibilidade e integridade, nunca deixou que as diferenças ou divergências se sobrepusessem à sua intrínseca delicadeza nos contactos e nas relações com os camaradas e, fundamentalmente, com os trabalhadores e com o povo cuja luta determinou desde sempre a sua razão de existir.

Coração grande, era uma companhia querida, quente e acolhedora, estivéssemos na acção política ou à volta de um copo sereno.

Perdemos um grande sindicalista, um grande político, um grande Homem.

Temos a sorte de ele nos ter deixado tudo: o saber que partilhou, o exemplo do homem de esquerda que marcou indelevelmente a sua acção, a humanidade e elegância do seu carácter, o companheirismo simples e fraterno de todas as horas. A ternura do marido, do pai e do avô.

E assim estaremos sempre com ele nos bons e nos maus momentos, com o seu olhar amigo e brincalhão.

Mário Tomé

 
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Acomuna.net publica hoje alguns artigos sobre este projecto liderado pela Deloitte. Por ora, Francisco Silva , João Mineiro e Victor Franco escrevem ao correr da pena. Após a publicação das suas conclusões, acomuna.net publicará um quadro crítico mais alargado.

SAIU O Nº 22 DA REVISTA A COMUNA

comuna-22.jpgEste número 22 de A Comuna, de Maio de 2010, concentra-se na análise da presidência Obama. Leia aqui.

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Neste número 21 de A Comuna, o primeiro de 2010, publicamos um artigo - Que fazer (com Lenine)? - que aborda as questões do Estado e do(s) partido(s) no socialismo. Os restantes artigos constituem uma súmula de artigos que fomos publicando nas edições semanais do site acomuna.net. Descarregue aqui

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